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biografia, paranormal

16/11/2006, 1ª ED.
WOLF MESSING

tradução: Lygia Cabus

IN Wolf Messing: Russia's Greatest Psychic

IN Thoth Web

 

      

 

 


Wolf Grigorevich Messing (1899-1974) foi um paranormal russo: telepata, leitor de mentes, via à distância e teve a sorte de sobreviver a duas catástrofes históricas: o Holocausto e o regime mortal de Joseph Stalin.

 

Filho de judeus, nasceu em 1899, em Gora-Kavaleiya, próximo a Varsóvia - Polônia, na época, parte do Império Russo. Na infância, sofreu de lunatismo, uma desordem de comportamento causada pela influência das fases da Lua.



Aos seis anos, foi mandado para uma escola religiosa onde se distinguia por sua devoção e sua incrível habilidade para memorizar orações. Ainda rapaz, saiu de sua terra natal de maneira inusitada: embarcou no primeiro trem que passava à sua frente.

 

Ia para Berlim; Messing não tinha a passagem; quando o bilheteiro entrou na cabine e pediu o ticket, Messing apanhou um papel no chão e mirando fixamente os olhos do homem, entregou o papel cheio de convicção de que era uma passagem. O fiscal aceitou sem ressalvas; Wolf Messing começou sua incrível história de paranormal.
 


Em Berlim, conheceu o psiquiatra e neurologista profº Abel, o primeiro a perceber os incríveis poderes mentais e habilidade de controlar o próprio corpo. Abel começou a conduzir experiências de leitura da mente.

 

Messing podia colocar a si mesmo em estado de catalepsia - uma espécie de transe, estado alterado de consciência. Nesse estado, podia "ver o futuro". O jovem Messing começou, então, a trabalhar no Panopticum de Berlim - um circo, um teatro de variedades. No leste europeu, os shows com paranormais são muito comuns.



O profº Abel estava espantado com os resultados das experiências. Messing podia entender comandos mentais, que executava com precisão. Ele treinava indo ao mercado de Berlim ler a mente dos vendedores. Era um adolescente ainda. Abel começou a orientar exercícios de superação da dor e Messing tornou-se tão hábil quanto um faquir. Com o dinheiro das apresentações ajudava a família.
 


Aos 16 anos viajou. Era sua primeira tournê. Ele era muito mais que uma simples atração de entretenimento. Usava os espetáculos para executar um programa "experimentos psicológicos" - e assim conhecer melhor e aprimorar seus poderes, interagindo com o público: executava comandos, sabia a vida das pessoas sem nunca tê-las visto, encontrava objetos perdidos.

 

Sua fama cresceu e atraiu a atenção de Albert Einstein. Na casa de Einstein, conheceu Freud que fez com ele experiências mentais. Freud lhe ensinou a arte da concentração e do autohipinotismo. Messing conheceu muitas outras personalidade famosas, como Gandhi, em 1927.

Em 1917, começou uma tournée internacional surpreendendo as pessoas em todo o mundo. Em 1921 tinha um famoso medium como empresário. Fez inimigos entre os charlatães que tramavam contra ele porém, Messing descobria os planos dos rivais usando sua apurada percepção. Resolveu crimes recuperando coisas valiosas.

 

 


Inimigo do Terceiro Reich

 



Em 1937, Wolf Messing entrou para a "lista negra" de Aldolf Hitler. Durante um espetáculo, em Varsóvia, profetizou a derrota dos alemães se tentassem invadir a Rússia. Hitler, que era fascinado por poderes místicos, reagiu mal às declarações.

 

Ficou histérico... e os nazis colocaram a cabeça de Messing "a prêmio" por 200 mil marcos. Não se sabe ao certo se Hitler queria o paranormal morto ou se pretendia usá-lo em cativeiro. Messing teve de esconder por um longo tempo.

Em 1939, chegou a ser preso em Varsóvia, embaraço do qual se livrou graças a seus poderes. Trancado, dominou mentalmente os guardas para que fossem à sua cela, abrissem e se deixassem trancar lá, no lugar dele. Em fuga, foi para a União Soviética.

 

 


Stalin

Na União Soviética encontrou a proteção Panteleymon Ponomarenko, lider comunista na Bielo Russia. Voltou a se apresentar em público até que a polícia secreta (NKVD) apareceu e interrompeu o espetáculo.

 

Messing foi levado a Moscou para conhecer pessoalmente Joseph Stalin. Stalin estava interessado em Messing; embora não fosse religioso, o ditador considerava possíveis as faculdades paranormais. Para testar Messing, Stalin mandou que assaltasse um banco.
 

 

 

Roubando um Banco

Messing, seguido por um esquadrão de polícia, caminhou até o Banco Central, em Moscou, e ali se apresentou dizendo que tinha uma ordem de pagamento de 100 mil rublos. Abriu sua pasta diante do homem do guichê e foi prontamente atendido.

 

Deixou o edifício com o dinheiro provando seu poder; mas retornou para devolver a quantia. O caixa, ao ver o dinheiro, foi tomado de forte comoção e sofreu um ataque cardíaco. Messing ficou feliz quando soube que o homem tinha sobrevivido.

Stalin ficou convencido e a fama veio imediatamente. Wolf Messin se transformou em um tipo de superstar. Sua assistente, Valentina Ivanovskaya, conta que o Messin conheceu Beria, Voroshilov, Kalinin e outras personalidades soviéticas. Stalin e Lavrenti Beria - chefe da polícia secreta, decidiram testar as habilidades hipnóticas novamente.

 

 

Messing deveria sair do Kremlin sem passe e vencer a barreira dos guardas. Messing se foi e ninguém o abordou ou barrou seu caminho. Ele encontrou os líderes soviéticos na rua; tinha feito os guardas acreditarem que ele, Messing, era o próprio Stalin.

 

Voltando ao Kremlin, captou o pensamento de um sentinela: Você é sujo", judeu - pensou o guarda. O telepata golpeou o guarda na nuca usando o pensamento e o sentinela caiu. Messing foi consultado várias vezes pelos líderes soviéticos e reunia-se com a elite do partido e oficiais da polícia secreta em uma atividade extremamente desgastante.
 

 


Entre 1943 e o fim da guerra as apresentações foram suspensas. Nesse tempo, o governo soviético teria requisitado seus serviços em uma missão de espionagem na Sibéria. Não há menção a esse período na biografia do paranormal.

 

Algum tempo depois do recolhimento de Messing, os alemães invadiram a Rússia. Messing foi convidado a falar com a cúpula do Forças Vermelhas. Ele previu uma guerra feroz com a Alemanha que terminaria entre 3 a 5 de maio de 1945 com vitória soviética.

 

Stalin foi informado sobre a previsão e quando a guerra acabou, o chefe soviético mandou um telegrama de congratulações para o "profeta". Messing guardou este telegrama durante anos.

 

Messing doou seu próprio dinheiro para a construção de dois aviões de guerra e ajudou seu país por adoção muitas outras vezes. Sua família tinha sido dizimada no Holocausto. Com o fim da guerra voltou a fazer apresentações públicas e foi atração da TV.

 

 

 

Paranormalidade

Durante a guerra o telepata fez muitas performances em unidades militares soviéticas e hospitais. Suas misteriosas faculdades intrigavam os ideólogos comunistas da propaganda materialista.

 

Em 1950 a Instituto de Filosofia da Soviet Academy of Sciences publicou uma análise declarando que as habilidades telepáticas de Messing eram baseadas na interpretação dos reflexos do pensamento da pessoa no sistema neuro-motor ou seja, na verdade Messing estaria "lendo" os movimentos involuntários e inconscientes. Os cientistas proclamavam que "telepatia não existe"; o pensamento humano não pode "existir" fora do cérebro ou do mundo material.
 


Messing acreditava na existência de um "campo" especial responsável pelas comunicações telepáticas. Achava que isso deveria ser pesquisado. Era fascinado pela hipnose; em sua juventude, na Polônia, usara a telepatia para produzir cura de doenças mentais.

 

Também podia ver o futuro e não escondia que acreditava na clarividência. O mais difícil ao explicar esse fenômeno era compreender a essência do tempo e sua conexão com o espaço e a interconexão entre passado, presente e futuro. Wolf Messing trabalhou até 1974.

 

Falava fluentemente polonês, russo, hebreu e alemão. Morreu em 1975 e foi enterrado junto de sua esposa no cemitério de Vostryakovsky, Moscou. A KGB confiscou seus diários pessoais e notas imediatamente após sua morte. O conteúdo desse material jamais foi divulgado.

 

      

 

* A page Tothweb, fonte deste texto, está fora da rede.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 




      


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2ª ed. maio, 2012
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