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mundos perdidos, geografia arcaica

25/02/2007

mapas de outras Eras
QUANDO A ANTÁRTIDA NÃO TINHA GELO

The Lost Civilisation of Antarctica In THOTH WEB
tradução: Lygia Cabus


Fragmento do Mapa de Piri Re'is à direita, a costa da África em frente ao contorno do litoral brasileiro. O mapa é de 1513, época em que, supostamente, nenhum povo civilizado conhecia as Américas. Inúmeras anotações complementam as informações do mapa.

 

 

 

Quando se fala em Antártida, pólo Sul, conjura-se imediatamente a imagem de uma paisagem gelada localizada no "fim do mundo". Mas o gelo e a neve que parecem eternos, nem sempre estiveram lá. Um dia, num passado muito distante, a Antártida foi um lugar de clima temperado, repleto de rios e montanhas e que pode ter abrigado uma civilização cujos restos permanecem completamente insuspeitados sob o gélido e branco manto que domina a paisagem.

 



O Mapa de Piri Re'is



Um dos mais fortes indícios de uma Antártida diferente é o lendário mapa de Piri Re'is, encontrado em Constantinopla, em 1929. Inicialmente datado do século 15 (anos 1400), seu proprietário conhecido mais remoto foi o almirante Piri Ibn Haji Memmed, mais conhecido como Piri Re'is. O mapa em si contém uma documentação extra das mais interessantes: anotações feitas nas margens referem-se a mais de 20 mapas ainda mais antigos, remontando à época de Alexandre, o Grande.

Além de idade e história, o mapa de Piri Re'is mostra que, em outros tempos, navegantes sabiam mais sobre a topografia dos contornos dos continentes do que sugere a história convencional (ou oficial). Neste mapa, a Antártida aparece como uma extensão de terra ilustrada de modo claro como um lugar despido da neve que hoje domina a região.

 

Uma Antártida assim, de fato, pode ter existido; mas não na época do rei macedônio (Alexandre) ― em torno de 323 a.C.. Essa Antártida com rios e montanhas seria possível num contexto climático muito diferente. Portanto, o mapa de Piri Re'is, tem de ser referenciado por mapas muitíssimos mais velhos.



A Antártida era território "oficialmente" desconhecido até 1820 quando foi descoberto por um oficial da Marinha Imperial Russa, Mikhail Perovich Lazarev, que julgou ter encontrado um novo continente, continente este nitidamente representado no mapa de Piri Re'is, que é de 1513. Deste modo, a Antártida não foi "descoberta"; o que aconteceu foi a "redescoberta" de um continente esquecido.

Um dos elementos mais espantosos daquele mapa é o "litoral" da Antártida, reproduzido com detalhes e não é, nem de longe parecido com a paisagem atual, ou do século 15, ou do tempo de Alexandre. A costa Antártida não aparece gelada e apenas é retratada como qualquer outra extensão de terra.

O contorno do continente somente foi mapeado no século 20, muitos anos depois do resgate deste mapa. Os cientistas discordam quanto à época precisa em que a Antártida poderia ter apresentado uma geografia diferente. alguns estimam esse tempo em 6 mil anos; outros, em 500 mil.

 

 

O mapa sugere um conhecimento arcaico preservado ao longo de muitas eras e permite conjeturar se em algum momento da história passada a Antártida foi uma terra verdejante e povoada na pré-Idade do Gelo.

O pesquisador Charles Hapgood acredita que o mapa é forte indício da existência de uma civilização arcaica dotada de tecnologia de navegação e mapeamento muito avançada. Uma civilização que conhecia a Terra inteira posto que mapeou todo o globo. Em 1949, uma expedição de suecos e britânicos realizou medições sísmicas através da camada de gelo do pólo Sul. O mapa obtido, comparado com o mapa de Re'is, mostrou surpreendentes coincidência de contornos na linha da costa da Antártida.

 

 

 

 

 

O Mapa de Finaeus

 

 

O mapa de Finaeus ― de 1531, mostra os pólos da Terra. A direita, a Antártida com seus limites inexplicavelmente bem delineados para uma época em que este território era completamente ignorado pelos povos dominantes de então: europeus, no ocidente e as monarquias asiáticas, do oriente.


 

 

Charles Hapgood também trabalhou com outro mapa antigo muito conhecido que reforça a teoria de uma Antártida pré-Glacial: o mapa de Oronteus Finaeus (Fineus), encontrado na biblioteca do Congresso em Whashington DC, em 1950. O época do mapa de Finaeus foi situada em 1531. Também neste mapa, boa parte da Antártida aparece livre de gelo, com representações de rios e cadeias de montanhas. A presença das montanhas somente foi verificada muito recentemente.


 


O Mapa Bauche

Um terceiro mapa foi elaborado pelo geógrafo francês Philippe Bauche, membro da French Academy of Science. Bauche terminou o mapa em 1737, bem antes da (re)descoberta da Antártida. É um mapa ainda mais desconcertante que os anteriores porque mostra o pólo sul dividido em dois por uma faixa de água.

 

Uma medição sísmica feita em 1958 confirmou que a Antártida é, realmente, dividida por um antigo curso de água. Muitos geólogos afirmam que uma configuração como essa somente poderia ser observada há milhões de anos atrás. Inexplicavelmente, o mapa de Bauche contém o registro dessa topografia que nenhum ancestral conhecido poderia ter observado.

 

 

 

 

Fim de Mundo

 

Uma Antártida com características geofísicas de clima temperado pode, muito possivelmente, ter sido terra habitada. Existem diferentes teorias sobre a dinâmica de uma glaciação, do tempo que leva o gelo para tomar conta de um lugar.

 

O gelo se forma no centro do continente e gradualmente toma conta de todo o território de modo que o ambiente torna-se hostil; torna-se impossível, ao homem, viver ali. Qualquer civilização que tenha se desenvolvido no Pólo Sul, um dia, viu frente a frente com a morte certa, se aproximando com a que da temperatura. A migração era inevitável e a segurança, o calor, estaria, seria encontrável, logicamente, na linha do Equador.

 

Os construtores daqueles barcos eram especialistas em seu ofício à serviço de outros especialistas, geógrafos, astrônomos e navegantes conquistadores e/ou comerciantes, certamente, versados em matemáticas e outras ciências, indispensáveis para o traçado de mapas eficientes na travessia dos oceanos do mundo, um saber que, no passado poderia ter garantido a sobrevivência de toda uma civilização. O Egito pode ter sido fundado como colônia de refugiados, originários de uma região que se tornou inabitável. O Egito pode ser o reino dos "filhos da Antártida".

 

 

 

 

Egito & Suméria

Os mapas de Piri Re'is, Oronteus e Bauche mostram uma Antártida sem gelo, numa época entre 6.000 ou dezenas de milhares de anos atrás. No caso do Bauche, milhões de anos. A precisão desses mapas por si só já é um desafio à lógica histórica e pré-histórica oficial.

 

Analisando essas datas, esses milênios, e comparando com o que se sabe da Antigüidade, nota-se que entre 6.000 e 10.000 anos passados, foi também a época de "aparecimento" das civilizações Egípcia e Suméria. Ambas, de modo semelhante,  capazes de progredir do nomadismo tribal para uma sociedade complexa e tecnologicamente avançada.

 

 

Para confirmar ou rejeitar essa teoria é necessário saber se há evidências arqueológicas de o Egito tenha sido fundado por refugiados, migrantes. Em 1991, arqueólogos egípcios e norte-americanos, trabalhando em Abidos - Egito, descobriram 14 embarcações grandes pertencentes aos faraós da Primeira Dinastia, há 5 mil anos atrás, medindo cerca de 23 metros de comprimento e entre 2 e 3 m de largura.

 

 

São, possivelmente os barcos mais antigos do mundo e, ao mesmo tempo, os de engenharia mais avançada. Devem sua preservação ao clima seco do Egito. Diferente outros barcos do mesmo período, foram construídos a partir de uma planta, sobre uma estrutura de madeira com o emprego de ferramentas sofisticadas.


 

Mas se a Antártida abrigou uma civilização, ainda que mui remotamente, certamente alguma evidência deveria ser encontrada no pólo Sul. Uma imagem de satélite do continente revelou uma estrutura anômala situada 2 milha sob o gelo (3,7 km). Não há maiores informações públicas sobre essa descoberta, contudo já se sabe: "existe algo lá".

 

 

 

Além disso, anomalias magnéticas têm sido registradas e uma significativa quantidade de água em estado líquido foi localizada geologicamente denominada "Lago Vostok" foi localizada embaixo da camada gelada. Existem explicações para as anomalias, como a espessura da crosta terrestre; entretanto, uma anomalia como a da Antártida também pode ser causada por uma formação do tipo ruínas... de uma cidade soterrada.

 

Todavia, o mistério deve continuar; por enquanto não foram desenvolvidos meios que possibilitem desvendar dos segredos do frio manto antártico. Os territórios representados naqueles mapas antigos são, muito provavelmente, mais que mera "excentricidade artística", erro ou representação fantasiosa de um lugar que nunca existiu. O fato é as cartas (geográficas) são testemunhas de uma Antártida feita de terra, fauna e flora que pode, perfeitamente, ter existido.

 

 
































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