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04/03/2007

mundos perdidos
ATLANTES NA AMÉRICA
Ivar Zapp & George Erikson
tradução: Carol Beck
In Atlantes in America - BIBLIOTECA PLEYADES

 

 

ESQ.:O lagarto bicífalo, feito em ouro, é uma peça exemplar  (Museu Britânico) da cultura Diquis, pré-colombiana  do litoral ocidental, do lado do Pacífico,  da Costa Rica, datada entre 700 e 1530 d.C..  A Costa Rica fica na América Central, uma região próxima a algumas das mais importantes e misteriosas ruínas da história da humanidade; desde pirâmides, praças, templos, muros, até peças delicadas de ourivesaria, são legado da cultura de toltecas, maias, incas , astecas etc..

 

DIR.: A região é um nesga de terra entre dois grandes oceanos. Ali, Atlântico e Pacífico encontram-se no Canal do Panamá, feito pelo homem.  Encontro de oceanos e de lendas. A leste, no fundo das águas atlânticas, dizem, repousa a Atlântida submersa. A oeste, o Pacífico, ainda mais misterioso com suas ilhas vulcânicas pontilhando o azul sem fim. Cada ilha, um pedaço de outro mundo também submerso: Lemúria, mais antigo que a Atlântida, um continente de gigantes megalíticos.

 

ABAIXO: Esferas no jardim do Museu Nacional de San José, capital do país.

 

 

 

Milhares de livros e artigos têm sido escritos sobre os Atlantes desde Ignatius Donnelly chegou com seu semanário, Atlantes: O Mundo Antediluviano em 1882. Teorias sobre a localização dos Atlantes tem se estendido desde Antarctica para outros lugares e a variedade do que é documentado, muitas vezes, resulta em trabalhos sem nenhum sentido. Felizmente, Ivar Zapp e George Erikson em Atlantes na América superam os trabalhos acadêmicos, sendo um dos melhores livros no campo da Atlantologia.

A moderna ciência da arqueologia começou e continuou durante, o século dezenove, com iniciativas de figuras controversas como Heinrich Schliemann, que descobriu a cidade de Tróia em 1871, e Sir Flinders Petrie o primeiro que mediu cuidadosamente as pirâmides. Desde então, a arqueologia se firmou como ciência, com isso se tomou mais cuidado na hora de começar escavações nos lugares.

 

Entretanto, nas últimas décadas, a arqueologia se fechou para as idéias mais ousadas como se os cientistas temesse não serem levados à sério. Temas fascinantes são tratados com descaso ou deboche. Mas os pioneiros das escavações também passaram pelo descrédito. Foram visionários atuantes que literalmente desenterraram seus sonhos com as próprias mãos.

Desta maneira é o caso de Zapp e Erikson, que fizeram seu trabalho sobre um tema "fantástico". Não somente eles cuidadosamente pesquisaram a história, pressuposições, correntes e tendências em arqueologia das Américas, mas também trouxeram descobertas originais através do seu conhecimento.

 

A tese deles é que os Atlantes estão localizados nas Américas, especificamente ao redor da América Central. "Atlantes nas Américas" tem sua teoria não baseada somente na arquitetura dos Astecas, Maias e Incas e outras antigas culturas das Américas, mas também numa antiga evidência de uma sofisticada civilização marítima.
 


ESFERAS DA COSTA RICA

 

Como uma dessas provas que a América Central era uma das bases dessa antiga civilização marítima, Zapp apresenta a descoberta de centenas de esferas de pedra no Delta de Diquis na região da Costa Rica que ele acredita ser parte de uma elaborada escola de navegação.

 

Na escola, segundo Zapp, os marinheiros orientavam-se no mar através da localização relativa do sol, da lua e das estrelas. As esferas, que ele achou, eram precisamente construídas em sua esfericidade, medindo dois metros e setenta quatro centímetros de diâmetros, e pesando vinte toneladas.
 


Porém, depois de um exame minucioso, Zapp reparou que elas eram organizadas e geograficamente alinhadas com os vários pontos megalíticos ao redor do mundo incluindo Os Pilares de Hercules, As Pirâmides, Stonehenge e Ilha da Páscoa.

 

Algumas estavam tão alinhadas exatamente para norte e para o sul, e no conjunto,isto estava claro depois da pesquisa,que aquelas pedras poderiam ser usadas para Estudo de navegação ainda hoje.
 


Zapp e Erikson decidiram estudar melhor a história e ver se os antigos americanos tinham algum conhecimento substancial de navegação. De fato, eles eram donos desse conhecimento, ampla balsas, que poderiam ser usadas para viagens de longas distâncias.

 

 

Muito desse conhecimento e muito mais foi suprimido ou destruído pela Igreja Católica depois que os conquistadores espanhóis chegaram a América Central. Muitos dos sobreviventes eram sofisticados astrônomos, matemáticos, arquitetos, navegadores e teólogos, entre outras coisas. Suas crenças teológicas, claro que foram uma ameaça para Igreja Católica, de quem a ciência era inferior aos dos Astecas.

Portanto, no ponto de vista deles, a destruição da cultura, história e ciência da América Central era uma questão de dominação. Não satisfeitos em exibir o domínio da arqueologia americana, Zapp e Erikson estão convencidos de que parte dos Atlantes se fixou em algum lugar da América Central. O vidente norte-americano Edgar Cayce acreditava que o Caribe e América Central, foram, um dia, parte da Atlântida.

   
 





 








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