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extraterrestre, teosofia

03/04/2012

VIDA EM MARTE

segundo a Teosofia

de C. W. Leadbeater

Trad. & adaptação Lygia Cabus

 

     
 

 

 

Marte não é um planeta inóspito; tão pouco é desabitado. É o que afirma o teósofo C.W. Leadbeater em um de seus numerosos comentários sobre a vida em outros planetas. Menor que a Terra, Marte é, entretanto, mais avançado em termos astrofísicos porque, sua rotação, mais rápida, resulta em uma mais rápida passagem entre entre os estágios de evolução física que caracterizam a vida dos planetas. Significa que Marte resfriou-se mais cedo que a Terra. Em passado remoto, Marte possuía condições climáticas semelhantes às da Terra e sua superfície tinha mais água que solo firme, tal como acontece, hoje, em nosso planeta.
 


O planeta vermelho possui imensas áreas desertificadas, cobertas de brilhante areia de tonalidade laranja. Porém, o solo é fértil e se fosse irrigado produziria uma exuberante vegetação; entretanto, a escassez de água impede que tal projeto seja realizável.

 

A população atual, pouco numerosa, ocupa as regiões equatoriais, onde a temperatura é mais elevada e ainda existem reservas de água. O grande sistema de canais que pode ser observado pelos astrônomos da Terra são muito antigos, está desativado e foi construído, por gerações passadas, a fim de aproveitar o degelo anual das camadas de gelo que ocorria na antiguidade marciana.
 


Os canais ativos, atualmente, não são visíveis para os telescópios terrenos. Eventualmente, um cinturão verde poderá ser visto ao longo da área habitada, na estação em que a água flui pelos dutos. A vida em Marte depende dessa estação tal como o Egito dependeu, no passado e ainda hoje, das enchentes do Nilo.

 

Esta parte do planeta possui florestas e campos cultivados que somente são debilmente visualizados pelos terráqueos quando a posição de Marte se torna relativamente mais próxima da Terra. Em Marte, o Sol parece ter a metade do tamanho que tem quando visto da Terra.

 

Apesar disso, na porção habitada do planeta o clima é agradável com temperaturas diurnas em torno de 70 graus Fahrenheit (33º Centígrados) e noites frias. Nos céus de Marte, quase nunca aparecem nuvens. Também são raríssimas as chuvas ou precipitação de neve. As variações climáticas praticamente não existem.
 


A aparência dos marcianos não é muito diferente da nossa a não ser pela estatura. Os mais altos chegam a 1.65 m de altura e caixa toráxica é muito desenvolvida. Essas proporções podem ser conseqüência de uma necessidade biológica em um ambiente de ar rarefeito onde a respiração, muito profunda, torna-se indispensável para que se obtenha uma adequada oxigenação do sangue.
 


Toda a população marciana é constituída de uma só raça sem grandes diferenças aparentes exceto, como entre nós, o fato de alguns serem louros e outros morenos. Alguns possuem a pele amarelada e os cabelos negros; a maioria, porém, tem cabelos louros e olhos de tonalidade azul ou violeta. Suas roupas são coloridas e brilhantes e ambos os sexos trajam vestimentas semelhantes, túnicas longas feitas de material leve. Geralmente, andam descalços mas, ocasionalmente, usam sandálias metálicas fixadas por tiras na altura dos tornozelos.
 


Os marcianos apreciam as flores que existem em grande variedade no planeta; as cidades são planejadas nos moldes de um jardim. Suas casas, estruturadas em módulos padronizados, são cercadas de canteiros floridos e possuem paredes transparentes e coloridas, feitas de material semelhante ao vidro que permite a visão das flores no exterior embora, do lado de fora não se possa ver o que acontece dentro das residências. As portas são feitas de metal.
 


Uma única língua é falada em todo o planeta, mas existem algumas poucas tribos ainda selvagens que usam outro idioma. É uma gramática extremamente simples que comporta poucas variações de sintaxe. Os registros de idéias e informações são feitos de duas maneiras: gravação e escrita.

 

A fala, emitida em um fone, é gravada e impressa automaticamente, em símbolos, em uma pequena placa metálica. A placa, inserida em um aparelho, reproduz em sons das palavras registradas. A escrita a mão é bastante complicada. Livros e documentos são elaborados no formato de rolos confeccionados em lâminas de metal muito fino. A leitura é feita com auxílio de uma máquina que permite abrir os rolos sem necessidade de tocá-los.
 


Os marcianos são uma civilização muito antiga que preserva as tradições de todo o conhecimento da grande humanidade que, um dia, ocupou o planeta ao tempo em que desenvolveram notáveis avanços tecnológicos e sociológicos. A eletricidade é a forma de energia que predomina como geradora de força que alimenta todas as atividades, que são majoritariamente desempenhadas por máquinas.

 

A população, praticamente, não precisa se ocupar com trabalhos exaustivos, especialmente depois de passado o período da juventude. Possuem variados tipos de animais domésticos dotados de alto nível de inteligência e que são utilizados na realização de diferentes tarefas, como os cuidados dispensados aos jardins.
 


Um governo monárquico legislador autocrático domina todo o planeta mas a monarquia não é hereditária. A poligamia é comum e a educação das crianças fica a cargo do Estado desde tenra idade.

 

Entre a maioria das pessoas, não há tradição de família e mesmo a referência de pai e mãe são desconhecidas. Essa prática não é uma lei mas é um procedimento considerado como o mais correto e mais benéfico para as crianças.

Poucas famílias adotam o sistema de criar seus próprios filhos em casa, costume considerado como mero condicionamento animal. O estado assume a posição de guardião universal e mestre educacional e as autoridades escolares de cada distrito são instruídas a observar cuidadosamente as aptidões naturais de cada criança a fim de encaminhá-las para as atividades mais adequadas.

 

Os jovens que demonstram uma intelectualidade mais elevada e capacidades superiores são separados dos outros e treinados para assumirem postos na classe dos legisladores.
 


Na estrutura hierárquica da política, o rei é secundado por vice-reis que governam grandes distritos, seguidos de governadores de pequenos distritos e líderes de vilarejos ou cidades. Todos esses líderes são escolhidos pelo rei entre aqueles jovens que foram especialmente educados para o exercício dessas funções. Antes de sua morte, o rei indica seus possíveis sucessores.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

A ciência médica é de tal forma avançada que praticamente não existem doenças e os sinais da velhice, simplesmente não se manifestam. Ninguém tem aparência de velho e ninguém sente o peso da idade. Porém, depois de um longo período de vida, que excede aos cem anos terrenos, o próprio desejo de continuar vivendo se esvai gradualmente resultando na morte do indivíduo. Quando este momento se aproxima, o fim da vida é monitorado em uma espécie de centro médico que garante um óbito tranqüilo e absolutamente sem dor.

A aplicação das leis não oferece grandes dificuldades e as demandas jurídicas são extremamente raras. O povo aceita e observa as leis com extrema docilidade. O senso de justiça é bastante desenvolvido e disseminado entre a população. Uma característica marcante da sociedade marciana é ausência de religião. Não há igrejas, templos, lugares de adoração, sacerdotes ou poder eclesiástico.

 

A única crença aceita pelo pelo povo é o se chama na Terra de materialismo científico. A verdade é aquilo que pode ser cientificamente demonstrado e a crença em qualquer coisa que não possa ser assim comprovada é completamente desprezada e reprovada como crime posto que é algo considerado como um perigo, uma ameaça à segurança pública.


Essa postura tem suas raízes em eventos históricos semelhantes a muitos do aconteceram e acontecem na Terra: perseguições religiosas, crenças contrárias às leis da natureza, interferência violenta na liberdade de pensamento. Em Marte, o povo rejeita qualquer tipo de retorno a esse estado de coisas; ciência e razão reinam supremas e, no que se refere a fenômenos que a ciência não consegue explicar, as pessoas preferem, simplesmente, não discutir o assunto.

 

Apesar dessa posição não-religiosa fortemente instituída, em Marte, como em outros lugares, existem pessoas que resistem a esse pensamento. Há muitos séculos uma sociedade secreta sobrevive em segredo, na clandestinidade. É uma irmandade que se ocupa com a pesquisa e a investigação da espiritualidade ou noética.

 

É um círculo rigorosamente fechado, restrição justificada pela legislação que proíbe terminantemente esse tipo de atividade. Essa sociedade secreta é composta de membros que acreditam em mundos metafísicos e muitos conhecem, objetivamente, a existência da realidade "sobrenatural". Entre outros temas, a irmandade estuda o mesmerismo (estados hipnóticos) e muitos já desenvolveram capacidades paranormais.
 

 

Atualmente (primeira metade do século XX) a sociedade encontra-se em expansão liderada pelo discípulo de um Mestre terráqueo. Não obstante os séculos de atividade, o grupo é oficialmente desconhecido das autoridades marcianas que, no entanto, suspeitam de sua existência e temem suas atividades.

 

A identidade dos membros é cuidadosamente preservada porém, não o bastante. Há indícios de que a irmandade parece estar sendo observada ou investigada e estranhas mortes prematuras e acidentes indicam que uma ação repressiva tem sido empreendida pelo poder oficial.
 

Alguns integrantes da sociedade secreta têm buscado uma forma de transpor a barreira do espaço a fim de alcançar a Terra. Outros tentam contatos com terráqueos através de mediuns, usando recursos telepáticos. Há casos de comunicações inconscientes recebidas por poetas e escritores da Terra que, deste modo, obtêm "inspiração" para suas estórias de ficção. [A sociologia descrita neste relato remete, inevitavelmente, por exemplo, ao romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley - nota do tradutor].

Longe das regiões equatoriais, em terras inóspitas, existem ainda alguns remanescentes de tribos "selvagens", descendentes daqueles que foram deixados para trás quando uma grande massa da população migrou, de Marte para a Terra na época em que as condições climáticas tornou inabitável a maior parte do planeta. Esses "marcianos primitivos" estão em um estágio de desenvolvimento intelectual-espiritual muito semelhante ao dos terráqueos contemporâneos.


Todas as informações que este articulista apresentou no texto acima foram obtidas por meio de observação e pesquisa realizadas durante várias visitas feitas a Marte [Leadbeater refere-se a deslocamentos do corpo sutil]; podemos notar que boa parte deste "cenário" encontra-se presente em trabalhos produzidos por vários escritores nos últimos trinta a quarenta anos. Em todos estes trabalhos, os autores receberam, inconscientemente, impressões transmitidas por marcianos.
 


No futuro, assim como a Terra recebeu ondas migratórias provenientes de Marte, outro planeta do nosso sistema solar sofrerá o mesmo tipo de colonização. Chegará o dia em que nós, terráqueos, seremos forçados a transferir nossa morada cósmica para Mercúrio que, embora hoje seja um lugar considerado inabitável para humanos, sofrerá as transformações necessárias para abrigar a população da Terra quando nosso planeta se tornar, por sua vez, inviável para vida da humanidade.

 

     

 


 




      

 

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