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religião, história

06/05/2012

O Pior do Vaticano

OS PAPAS PSICOPATAS
traduções, texto & pesquisa: Lygia Cabus

 

      

[+] PAPAS MALDITOS PARTE 1

 

  

 

 

Papas: Humanos ─ Demasiado Humanos

 

O Cristianismo primitivo, que começou sua história socio-politica como seita marginal do judaísmo, reunia seus seguidores de maneira informal. Os cristãos contemporâneos dos doze apóstolos e as primeiras gerações que vieram em seguida, nos primeiros quatro séculos d.C. não se organizaram, imediatamente, uma estrutura reguladora da hierarquia dos mestres [pastores], da doutrina e de suas expressões rituais [liturgias].

 

Como todo sistema dinâmico, a nova religião precisou de um longo tempo para começar a se ajustar nas evoluções da cena social durante os últimos anos de unidade do Império Romano e no período seguinte, a Idade Média.

Lamentável porém inevitável, foi que durante o processo de institucionalização da Igreja [no sentido de comunidade] de Cristo, seus líderes terminaram se corrompendo no contato rotineiro com os bastidores da política e da economia.

 

O mundo cresceu, os cristãos se multiplicaram desempenhando duplo papel civil: súditos, vassalos de príncipes e reis e rebanho do papa, servos de Deus. A Igreja cresceu e com isso cresceram as necessidades objetivas de sustentar a instituição, seus objetivos, sua influência espiritual sobre o povo.
 


Para alcançar uma posição de respeito e influência ao lado dos nobres governantes a Igreja tinha de lidar com o dinheiro. Ora, desde a passagem de Cristo na Terra a harmonia da Igreja [comunidade] é abalada por causa do dinheiro. Em João 12.6  Judas, tesoureiro entre os Apóstolos,  se aborrece quando Jesus recusa vender o o bálsamo de nardo puro com o qual Maria unge os pés do Mestre. Disse Judas, na ocasião:

 

Por que não vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam.

 

Naquele episódio, nasceu no peito do apóstolo o germe da traição. Thomas Keane, em A Maldade dos Papas, escreve: Em torno dos anos 500 d.C. a corrupção da Igreja Católica era inegável. Depois daquele século, encontrar um Papa que tenha sido digno de ser chamado santo é impossível. O papado tinha se tornado uma fonte de poder...

 

 

 

 

 

Os Papados Mais Curtos da História

Em pouco mais de dois mil anos, desde o início da era cristã no Ocidente, a trono de Pedro recebeu 265 diferentes Papas. A média é de 7,6 anos para cada papado.

 

Mas esse tempo variou muito de um pontífice para o outro. No cargo, vitalício, alguns ficaram pouquíssimos dias, como Estevão II [três dias!]; outros, muitos anos. O papado mais longo ainda é o de Pedro, o apóstolo, com 37 anos de liderança da Igreja. O segundo mais longo foi o pontificado de João Paulo II, 26 anos.



século VIII: o 87º Papa, Sisínio [Sisinnius] ficou apenas 20 dias no papado, eleito já com pé na cova, em três semanas estava morto [Na lista de Papas do Vaticano não consta Estevão II].

................... 92º Papa, Estevão II, em março de 752, teve um ataque apoplético e morreu três dias depois de eleito.

século IX: 113º Papa, Bonifácio VI [Bonifacius Sextus]. Consta que morreu de gota [doença reumatológica]. Ficou 15 dias no cargo. Outra eleição que o Vaticano desconsidera em sua história.

................ 116º Papa, Teodoro II. 20 dias, entre novembro e dezembro de 840. Este, acredita-se, morreu envenenado. [Combatia a intromissão dos poderes civis nos assuntos religiosos].


século XI: 147º Papa, Silvestre III, ano 1045. Assumiu o cargo durante 20 dias, quando o volúvel e jovem Bento IX enfadou-se da cadeira pela primeira vez. Bento IX vendeu o papado duas vezes [veja na matéria]. Em seu retorno Bento IX ficou somente 21 dias no posto. Sua credibilidade tinha caído ao máximo.



...................
152º Papa, Dâmaso II, depois de 22 dias como Papa, morreu de malária, ano 1048.


século XII: 180º Papa, Celestino IV, em 1241. Ficou 17 dias e morreu de velhice.


século XVI: 223º Papa, Marcelo II, 21 dias. Tinha lá suas boas intenções e nem era muito velho, com 54 anos, mas morreu de fraqueza e cansaço, em 1555.

...................
229º Papa, Urbano VII, 12 dias. Este também, que queria implementar reformas e limpeza ética na Igreja, morreu em circunstâncias duvidosas: alguns dizem, envenenado; outro, que foi a malária.


século XVII: 233º Papa, Leão XI. Eleito em primeiro de abril de 1605, morreu em 26 dias de causas naturais quase aos 70 anos.
 

 

 
Os Títulos do Papa

Bispo de Roma, Vigário de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo Pontífice, Primaz de Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano e Servo dos Servos de Deus. WIKIPEDIA

 

 
 

 

Hereges, Pederastas, Assassinos, Incestuosos


Urbano II
[1088-1099]: Em 1095 ele instituiu o callagium, uma taxa anual de liberação sexual, tributo pago ao Papado, que permitia aos "membros" [!] do clero ter amantes O efeito imediato mostrou que o clero: ou ia mal de finanças ou era composto de religioso avaros; as concubinas desapareceram e cresceu notavelmente a prática do homossexualismo nos monastérios e paróquias.

 

 

Anacletus [1130-1138]: cometeu incesto com a irmã e muitas outras mulheres da família. Estuprava freiras.

Inocêncio III [papado: 1198-1216]: instituiu o método de interrogação para os suspeitos de sodomia. Para fazer confessar, os interrogados, obrigava-os a sentarem-se, encaixando-se nus em uma estaca de ferro em brasa.



João XXII [papado: 1316-1334]: excomungava até os religiosos, padres, clérigos amigos, se não pagassem as taxas!

 

 

Clemente VI [1342-1352]: descrito por Petrarca como "um Dionísio eclesiástico com suas artimanhas infames e obscenas". Ele dormia com prostitutas e teve dúzias de amantes. Quando morreu, cinqüenta sacerdotes rezaram a missa pelo repouso de sua alma, última tentativa de livrar o Papa Clemente VI do inferno.

 

 

Pio II [1458-1464]: foi um conhecido autor de literatura erótica e teve 12 filhos ilegítimos.

 

 

Paulo II [papado: 1464-1471]: homossexual e sádico, gostava de ver homens nus sendo torturados. Consta que morreu de ataque do coração enquanto estava sendo sodomizado por um de seus rapazes favoritos.
 


Inocêncio VIII [papado: 1484-1492]: gerou sete filhos ilegítimos e outras tantas filhas que ele reconhecia abertamente. Seu pontificado ficou conhecido como The golden Age of Bastards [Era de Ouro dos Bastardos]. Autorizou a Inquisição contra suspeitos de bruxaria. Em seu leito de morte, seu último desejo satisfeito: uma ama de leite; queria leite de mulher!

 

 

Papa Julio II [1503-1513]: foi este que contratou Michelangelo para pintar a capela Sistina. Era pedófilo; ocupava muito de seu tempo na companhia de meninos e jovens michês [prostitutos].

 

 

Paulo III [1534-1549]: mantinha um relacionamento incestuoso com a irmã. Para obter o controle da fortuna da família, matou, por envenenamento, vários parentes, incluindo a mãe e uma sobrinha. Matou dois cardeais e um bispo polonês para estabelecer um argumento sobre uma questão teológica. Ele foi, ainda, provavelmente, o maior cafetão que já existiu. Tinha um lista de 45 mil prostitutas que pagavam tributo mensal ao papado.

 

 

Julio III [1550-1555]: outro entre os homossexuais e incestuosos. Sodomizava adolescentes imberbes, entre os quais, o próprio filho ilegítimo. O famoso poema do Cardeal della Casa, In Praise of Sodomy [Louvor a Sodoma], foi dedicado e este Papa.

 

 


 

 

 

 

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem, de autor desconhecido, foi publicada em uma obra de Martinho Lutero Miscellaneous Writings, 1523-1524. É uma alegoria que fala da Igreja Medieval e do primeiros séculos da Idade Moderna.

 

É a Igreja de acordo com a ótica de seus críticos durante a Reforma Luterana.

 

A bandeira com as chaves [de São Pedro, a esquerda] cruzadas identifica o tema: o Papado.

 

 

A mão direita, de elefante, é o poder espiritual exercido de forma opressora, esmagando, destruindo, terrorizando, fragilizando as almas.

A mão esquerda é mão humana. É o poder civil do Papa durante mais de duas eras da atual civilização. Um poder que Jesus evita. A mão esquerda, "deste mundo", que coagula, relacionada com a matéria densa, tem "parte com o Diabo".

O pé esquerdo [e os pés sustentam o corpo] é de bode, é um casco. Outra referência ao "Príncipe" deste mundo, Lúcifer mas, também e talvez, principalmente, um indicativo do paganismo arraigado dos Papas corruptos, adoradores de Pã, do deus chifrudo, das forças da natureza, boa desculpa teológica esotérica para as orgias sem limites morais daqueles Papas descompensados.

O pé direito é de Grifo, grifo- uma criatura mitológica, com cabeça de águia, corpo de cavalo, patas e garras de leão. è o poder material, econômico e político-militar. É o ouro da Igreja que tudo compra e tudo corrompe. É o mercado da Igreja, que vende o perdão, a paz, a cura, a salvação e, muitas vezes, um a porta de saída de uma prisão.

A cabeça, nas nádegas, tem uma face demoníaca e o corpo, de mulher, falam de um clero submisso aos desígnios das mais baixas sensações: prazer sexual desenfreado, glutonaria, ganância. Um clero que longe de ser cristão é mais pagão que o pior dos pagãos, porque é um paganismo decrépito em degeneração.

 

 

      

 


[+] PAPAS MALDITOS PARTE 1

 

[+] leia também  Medicina na Idade Média

 

 

Fontes Consultadas:

 

20 Most Evil People of 10th Century. IN One-Evil ─

acessado em 25/04/2009.


KEANE, Thomas. The Wickedness of the Popes

IN doubting Thomas ─ acessado em 25/04/2009


MOORE, Ryan. Papasellus.

IN Alexander Street Press, 27/06/2007 ─ acessado em 25/04/2009
Papal Impropriety. IN Lilith-Ezine ─ acessado em 25/04/2009

 

 

 




      


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maio, 2012
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