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  alquimia, mistérios
 
A PEDRA FILOSOFAL

 ANOTAÇÕES DO ESTUDO

  pesq. ligiacabus@uol.com.br

 [+] A PEDRA FILOSOFAL (o texto)

 [+] LENDAS DA PEDRA FILOSOFAL

 


Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus

von Hohenheim, Paracelso – 1493-1541, suíço, 

foi   médico,  alquimista,  físico,  astrólogo, profeta.

 

 

HELENA PETROVNA BLAVATSKY [1831-1891]

texto adaptado

 

Em seu Glossário Teosófico (1995) esta ocultista e teósofa do século XIX fornece preciosas informações sobre a Pedra Filosofal:

 

Em latim, Lapis philosophorum, a Pedra dos Filósofos... é também chamada de pó de projeção. É o Magnum Opus (Grande Obra) dos alquimistas, objeto que devem alcançar a todo custo, uma substância que tem a virtude de transmutar em ouro puro os metais mais vis. Contudo, misticamente, a a Pedra Filosofal SIMBOLIZA A TRANSMUTAÇÃO DA NATUREZA ANIMAL E INFERIOR NO HOMEM NA NATUREZA DIVINA E ELEVADA.

 

Blavatsky explica que existem duas Pedras Filosofais: a magna e a chamada pequena pedra filosofal. A pedra ou pó filosofal, chamada de o grande magistério, grande elixir ou quintessência... [é]  ...o que tem a virtude de transmutar em ouro os metais vis. A pequena pedra filosofal ou pequeno elixir, também chamada a tintura branca, só pode transmutar metais inferiores em prata.

 

A teósofa continua: a pedra pode ter formas variadas e cores diversas (branco, vermelho, verde, azul etc.). Segundo Van Helmont [Jan Baptist van Hemont, 1579-1644, holandês, químico, fisiólogo, médico], tinha cor de açafrão em pó e era pesada e brilhante como pedaços de vidro. Paracelso descreve-a como um corpo sólido de cor de cor rubi escura, transparente, flexível [!...] ...Raimundo Lulio designa-a, algumas vezes, de carbúnculus; outros a apresentam como um pó vermelho...

 

As propriedades essenciais que os alquimistas lhe atribuem são as seguintes: transmutar em ouro e prata metais vis (chumbo, mercúrio, cobre etc.); prevenir e curar todo o tipo de enfermidades, tanto as agudas quanto as crônicas e prolongar a vida humana além de seus limites naturais.... Alguns autores espagíricos [Ver box]  atribuíram a esta famosa pedra outra propriedade importante: a de formar artificialmente pedras preciosas  tais como diamantes, pérolas e rubis. ...

 

A respeito da quantidade filosofal que deve ser empregada para produzir seus efeitos, as opiniões dos alquimistas variam consideravelmente. Kunckel [1630/8-1703, químico alemão] admite que não pôde converter em ouro mais do que duas vezes  seu peso de outro metal. Germspreiser [químico e alquimista inglês cujo verdadeiro nome é James Higginbotham, auto-designou-se James Price, 1752-1783] afirma que pôde chegar de trinta e cinqüenta vezes. Arnaldo Villanueva [francês, Arnauld de Villeneuve – 1238- 1311/13 – médico, alquimista teólogo, astrólogo] diz que uma parte dela é suficiente para converter em ouro cem partes de metal impuro. Roger Bacon, cem mil partes; segundo Lull [Raimundo Lulio], em seu Novum Testamentum, não só pode transmutar mercúrio em ouro mas comunica ao ouro assim formado a propriedade de, por sua vez, desempenhar o papel de uma nova pedra filosofal.

 

 

 


SEGUNDO ELIPHAS LEVI – Anotações

 

Quando os discípulos dos herdeiros de  Hermes Trimegisto pediam a seus mestres o segredo do Elixir da Longa Vida, os Mestres mandavam-nos estudar, procurar e achar a Pedra Filosofal.

 


ח  Cheath [Reat] – 8ª letra do alfabeto hebraico, entre seus significados encontra-se um daqueles privilégios e poderes daquele que tem na mão direita s Clavículas de Shlomoh (Salomão) e na esquerda o ramo da amendoeira florida. Este privilégio conferido a quem conquistou as virtudes de Cheath é a Pedra Filosofal [p, 57].

 

Levi, famoso ocultista do século XIX, mantendo a linguagem velada, diz que a Pedra é o verdadeiro sal dos filósofos. Um sal que entra em proporção de 1/3 na composição de substância ainda mais misteriosa: o Azoth. Sobre o Azoth, escreve Levi: O Azoth é... o nome do grande agente hermético e do verdadeiro agente filosofal [LEVI, 1993 – p 200].

 

Achar as bases da verdadeira fé religiosa, da verdade filosófica e da transmutação metálica... Isso é a pedra Filosofal [LEVI, 1993 – p 381].

 

 

 

VIRTUDES DA PEDRA

 

Em todas as doenças da alma ou do corpo, uma única parcela destacada da preciosa pedra, um só grão do divino pó é mais que suficiente para o curar. ... O sal, o enxofre e o mercúrio são apenas elementos passivos da Grande Obra  [LEVI, 1993 – p 381].

 

O ouro hermético não é somente um dogma verdadeiro... é também um ouro material, puro e mais precioso do aquele que se encontra na minas da Terra [LEVI, 1993 – p 381],

 

HISTÓRIA

 

Raimundo Lulio (1232/35-1315 – em latim Raimundus ou Raymundus Lullus ou Lullius), um dos grandes e sublimes mestres da Ciência disse que para fazer ouro é preciso, primeiramente, possuir ouro. Do nada, nada se faz; ...não se.... cria a riqueza; (antes)... aumenta-a, multiplica-a  [LEVI, 1993 – p 382].

 

SEGREDOS DE ALQUIMIA

 

...Existem na Natureza duas leis primordiais... a fixidez e o movimento... Os filósofos herméticos dão o nome de FIXO a tudo o que é ponderável, a tudo o que tende à imobilidade; chamam VOLÁTIL tudo [o que tente]... ao movimento. Formam sua pedra da volatilização do fixo [análise, decomposição, destilação e vaporização] e da fixação do volátil [realização da síntese, da recomposição – LEVI, 1993 – p 382].

 

Os Agentes Mágicos

Em Alquimia: sal, Mercúrio, Enxofre, Azoth

Nos termos da Física Antiga: terra, água, fogo, ar

Em hieróglifos: touro, homem,  leão, águia

 

Em ciência mágica sabe-se que a água não é água comum [H2O]; que o fogo não é simplesmente fogo etc.. [LEVI, 1993 – p 105].

 

 

ALBERT POISON [francês, alquimista, 1868-1893] 

Para um alquimista, todo líquido é uma Água, todo sólido é Terra... todo vapor é Ar... [SADOUL, 1970 – p 32] .

 

 

FULCANELLI  [1839-1926]

A Pedra filosofal se oferece a nós sob a forma de um corpo cristalino, diáfano, de massa vermelha, amarelo após a pulverização, denso e fungível, apesar de estável a qualquer temperatura e cujas qualidades próprias o tornam [ao pó] incisivo, ardente, penetrante, irredutível, incalcinável [SADOUL, 1970 – p 33] .

 

 

PARACELSO

 

O filho de Hamuel* diz que a Pedra dos Filósofos é água coagulada no Sol e na Lua. Está claro que o material da Pedra é Sol e Lua [ou, decifrando, o material resulta de ação de Sol e Lua, aquecimento e resfriamento]. Sabemos que existem somente duas Pedras, a branca e a vermelha.    * Hamuel, personagem bíblico da linhagem de Jacó e Lia.

 

Existem também duas matérias que são convertidas na Pedra: Sol e Lua... [As duas matérias somente reagem entre si por meio de um terceiro elemento: é o Mercúrio...] Os filósofos têm dito que este Mercúrio é composto de corpo, espírito e alma e que pode assumir a natureza e as propriedades de todos os elementos. ...Afirmam que a Pedra é um [Ser] animal. [PARACELSUS, 2009 – p 108]  [E ainda...] ...a substância, matéria da Pedra Filosofal não é senão um Mercúrio ardente e perfeito extraído por Natureza e Arte... [PARACELSUS, p 108]

 

 

 

O COSMOPOLITA (pseudônimo de um alquimista)

 

É pedra e não pedra; é chamada pedra por sua semelhança [aparência]; primeiramente. porque seu minério é verdadeiramente pedra no princípio, quando é tirada das cavernas da terra: é matéria dura e seca que pode reduzir-se a pequenas partes e que se pode esmagar à maneira de uma pedra. Segundo que, depois da destruição de sua forma, que não é senão enxofre fétido, que é preciso antes tirar-lhe e, depois da destruição destas partes [do enxofre fétido], é necessário reduzi-la a uma essência única, cozendo-a docemente segundo a natureza em uma pedra incombustível, resistente ao fogo e fusível como cera... [Apud SADOUL, 1970 – p 232/233]

 

 

 

 

 


FILÓSTRATO, O ATENIENSE [170-250 d.C]

 

Este filósofo, em seu livro A Vida de Apolônio de Tiana [40-120 d.C.], fala da Pedra Filosofal que ele chama indistintamente de pedra ou luz:

 

Não é permitido a nenhum profano procurá-la [nem encontrá-la ou apossar-se dela] porque ela se esvaece se não se souber tomá-la com os processos da Arte.

 

Somente os sábios, por meio de certas palavras e de certos ritos podem achar o pantarbo, que é o nome desta pedra, que à noite tem a aparência de um fogo, sendo inflamada e cintilante...

 

Esta luz é uma matéria sutil de uma força admirável porque atrai tudo o que está próximo. ...A pedra Filosofal não é outra coisa senão um imã universal formado de luz astral condensada e fixada ao redor de um centro. É um "fósforo" artificial no qual se concentram todas as virtudes do calor gerador do mundo [FILÓSTRATO, Vida de Apolônio, livro III cap. XLVI Apud LEVI, 2004].

 

 

 

SOBRE PHILALÈTHE

 

Philalèthe ou Filaleto é, com certeza, o pseudônimo de um destacado alquimista do século XVII. Todavia, sua verdadeira identidade é um mistério bem como outros dados de sua biografia. Na pós-moderna Wikipédia, a enciclopédia eletrônica mais consultada em todo o mundo, consta de esse personagem chamar-se-ia George Starkey, teria nascido em 1628 e falecido em 1665.


Uma pesquisa um pouco mais minuciosa indica que esta informação não é verdadeira. Seu nome de nascimento mais aceito entre os ocultistas é Thomas de Vaughan que 1645, em sua obra publicada na ocasião, declara-se com 33 anos de idade. Isso resulta em 1612 como ano de nascimento (e não 1628).

 

Embora diferentes autores concordem que era anglo-americano, são muitos os nomes que lhe foram atribuídos como "verdadeiros". Além de Thomas Vaughan, Philalèthe é, também, Childe Herdot, Dr. Zheil nos Estados Unidos e, em 1636, na Holanda, era Carnobe. George Starkey, mencionado como sendo a identidade civil de Irineus Philalèthe na enciclopédia eletrônica, teria sido, na verdade, um amigo e discípulo do alquimista. [L'Alchimie et les alchimistes, VIAMENTA].
 

[+] A PEDRA FILOSOFAL (o texto)

 [+] LENDAS DA PEDRA FILOSOFAL

 

BLAVATSKY, H. P.. Glossário Teosófico. [Trad. Silvia Sarzana]. São Paulo: Ground, 1995.

FIGUIER, Louis. L'Alchimie et les alchimistes. CH. VI, Philalàthe. IN  [http://bit.ly/gBfPz4]

LEVI, Eliphas. Dogma e ritual da alta magia. [Trad. Rosabis Camayasar]. São Paulo: Pensamento, 1993.

.....................  História da Magia. [Trad. Rosabis Camayasar]. São Paulo: Pensamento, 2004.

PARACELSUS. The hermetic and alchemical writings. BiblioBazaar/LLC, 2009. IN Google Books.

SADOUL, Jacques. O Tesouro dos Alquimistas. São Paulo: Hemus, 1970.

SPAGYRIC. IN WIKIPEDIA, english.

TOBEN, Bob e WOLF F. Alan. Espaço-Tempo e Além. [Trad. Hernani Guimarães Andrade e Newton Roverval Eichemberg]. São Paulo: Cultrix, 2006.

TRIMEGISTO, Hermes. O Caibalion. [Trad. Rosabis Camayasar]

 

 


 

 







 

 

 

 


 

 

 


 

 














 







 

 



 

edição: Sofä da Sala

novembro, 2010
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