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apócrifos, religião

agosto, 2009

The Kolbrin Bible

pesquisa, traduções, adaptação e texto: Lygia Cabus
 

        

 

Nos últimos cinqüenta a setenta anos, a Cristandade viu a arqueologia e a história desencavarem de passados distantes numerosas Bíblias apócrifas. Embora tenham sido ignoradas pelo Vaticano, representante da Igreja Cristã Católica Apostólica Romana [Ocidental], essas Bíblias excomungadas contêm informações que preenchem numerosas lacunas notáveis nas Escrituras canônicas tradicionais.

 

Eventos como a infância e a vida de Maria de Nazaré, de José, infância de Jesus e outras passagem completamente ausentes do quatro evangelhos sinóticos e demais textos do Novo Testamento [Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos Apóstolos e Apocalipse].


Entre as Bíblias e/ou evangelhos desprezados pelos doutores das Igrejas Cristãs são famosos os Manuscritos do Mar Morto, encontrados em Israel; Os Livros de Nag Hamadi, Egito; o Kebra Nagast, preservado em copta, na Etiópia, a pouco conhecida Bee Bible, da China [acolhida por cristãos ortodoxos orientais].

 

 

Os Ensinamentos e Escritos do Iluminado Buddha Issa [Writings and Teatchings of the Buddha Issa], do Tibete e, finalmente, o mais desconhecido destes textos marginais, o Kolbrin Bible da Bretanha [Livro de Kolbrin], também chamado Bronze Book, Bronze Bible, a Bíblia de Bronze da Bretanha, Coelbook, Coelbren, cuja antiguidade é estimada em 3 mil e 600 anos, segundo informação contida em edição publicada na década de 1990.

 

O Kolbrin Biblos é uma coleção de textos que foram resgatados de um incêndio na Abadia de Glastonbury, em 1184 d.C.. Diz a lenda que o incêndio foi criminoso e visava justamente destruir livros considerados heréticos, entre eles, mais este apócrifo, o Kolbrin.

 

 

Em uma época na qual a benção dos Papas legitimava o poder político, os soberanos e candidatos a soberanos tinham obter e preservar a sanção divina ao seu direito ao trono. E ainda, naquele tempo era fato histórico, de conhecimento corrente, que os 1.920 acres [cerca 7,7 km²] do território de Glastonbury era considerado, tradicionalmente, a terra da família de Jesus! ─ terra sagrada, um reino independente, que não pagava impostos a coroas e representava uma ilha de mistério e religiosidade extremamente embaraçosa para as autoridades político-religiosas. Uma história que não estava na Bíblia católica. O livro escapou do fogo porque muitos dos manuscritos estavam grafados em finas lâminas de metal, de bronze [por isso, Bíblia de Bronze]

 

 

The Culdian Trust ─ Desde o incêndio da Abadia,  essas escrituras Kolbrin foram escondidas e passaram a ser protegidas por uma sociedade secreta por mais de 800 anos, até os dias de hoje. Segundo a lenda, o incêndio foi criminoso.

 

A Sociedade é conhecida como The Culdian Trust ou os Culdianos.  Sobre essa sociedade sabe-se muito pouco: apenas que no começo do século XIV [anos 1300] existia na Escócia uma comunidade liderada por certo John Culdy. Seus seguidores foram chamados culdianos [culdians].

 

Os Culdianos eram os herdeiros de uma sociedade mais antiga e misteriosa, a Sociedade de Kailedy [ou Koferils] e guardavam a tradição de serem os guardiões de algo a quê se referiam como O Tesouro da Bretanha.

 

 


Os Culdians

 

A palavra Culdian, deriva de Culdee que, por sua vez, tem origem no termo Kailedy, usado para designar os primeiros Cristãos chegados à Bretanha, em 37 d.C., conduzidos por José de Arimatéia.

 

Kailedy significaria "estrangeiros sábios" [wise strangers]. Outra etimologia sugere que Culdee, em sua origem, é uma palavra um celta traduzida na expressão Servos de Deus.

 

 

 

 

Histórico

 

Ninguém sabe quem escreveu os textos. São vários autores e diferentes épocas. Os textos abordam desde a Criação do Mundo até  os primeiros registros do Cristianismo e sua doutrina. Porém, o aspecto mais curioso desta Bíblia de Bronze é a revelação da presença de judeus nas Ilhas Britânicas em uma época muito recuada até um período mais recente: desde o Êxodo, passando pelos tempo dos profetas [hebreus] e chegando à diáspora dos Cristãos perseguidos dos primeiros anos d.C; um registro que não aparece nos estudos mais gerais e conhecidos da História do Mundo. Uma das crônicas do Kolbrin relata a migração de judeus para a Escócia; outro trecho, fala da Irlanda.

 

 

Escócia

 

A terceira parte do Koldrin Bible relata o Êxodo, a saída do Egito depois de 400 anos de escravidão, a época de Moisés. Naquele tempo, contemporânea de Moisés, viveu a princesa Scota, filha de Ramsés II. Ela teria sido uma das muitas princesas que cuidaram de Moisés na infância. Casando-se com um nobre hebreu, Scota mudou-se com marido. Deixando o Oriente Médio, o casal foi viver na Bretanha, na região hoje conhecida como Escócia, ou seja, o nome do país seria derivado do nome da princesa egípcia.
 

 

Tumba do profeta  Jeremias, Irlanda

 


Irlanda ─ O profeta Jeremias teria escapado da escravidão na Babilônia, nos anos 600 a.C., dirigindo-se para o norte Africano, a Etiópia. Dali seguiu caminho até alcançar a Bretanha onde, hoje, encontra-se seu túmulo, na Irlanda.

 

Em sua fuga, levou consigo a filha do rei Zedekiah [618-587 a.C.], da Casa do rei Davi, o místico ancestral de Jesus. Nesse contexto, ocorreu que Ana, aquela que foi avó de Jesus, nasceu na Bretanha. Eis a razão porque os sobreviventes do cristianismo nascente, especialmente aqueles mais próximos e familiares de Jesus, depois da crucificação, sendo postos fora da lei, migraram para a França e para Glastonbury, Inglaterra.

 

Eles tinham família e aliados na Europa ocidental. Essas pessoas conheciam e compreendiam os ensinamentos contidos na Escritura Kolbrin muitos antes da versão corrente da Bíblia ter sido compilada ─ em 325 d.C., por iniciativa do imperador Constantino durante o Concílio de Nicéia.

 

 

 

As Dez Tribos Perdidas

 

Glen Kimball, acadêmico de Comunicação, pesquisador de textos antigos, acredita que palavra BRIT de Britain, Bretanha [de Grã-Bretanha: Inglaterra, Escócia e País de Gales] e, ainda, Bretanha, na França, [às margens do canal da Mancha, terra dos bretões], esta palavra não é de origem inglesa; é hebraica significando Aliança.

 

Os ingleses consideravam a si mesmos como o Povo da Aliança, evocando uma ancestralidade judaica situada na época da submissão do povo hebreu ao império Assírio na estabelecido Mesopotâmia no século VIII a.C..

 

A mesma etimologia propõe que o termo saxon [saxão] significa filhos de Jacó [Jacob] e diz a lenda que a Dez Tribos Perdidas de Israel são os antepassados dos povos anglo-saxões.

 

 

 

José de Arimatéia & Glastonbury ─  O Evangelho de Kailedy, assim como outras fontes apócrifas que tratam da biografia de Jesus e dos primeiros tempos do Cristianismo depois da crucificação, relata a trajetória de personagens que, nos evangelhos canônicos, são citados apenas de passagem, sem maiores esclarecimentos. Uma dessas figuras é José de Arimatéia: o homem que reclamou o corpo e Cristo junto às autoridades romanas; aquele que providenciou o "sepulcro novo". 

 

 

Maria Madalena chega a Marselha, França. A pintura é de 1320. O autor Giotto [1255-1337]. O registro mostra que o tema da fuga de Maria Madalena para a Europa era bastante popular na época.

 

No Kailedy, assim como em outros evangelhos marginais, José de Arimatéia não é apenas um simpatizante da nova doutrina, ele é parente de Jesus. Tio de Maria, ele teria fundado a primeira comunidade cristã na Bretanha, precisamente em Glastonbury onde foi construída a primeira igreja do mundo, em 63 d.C.. Escreve James D. Tabor em A Dinastia de Jesus:

Há lendas de que Jesus foi à Índia quando criança para estudar com mestres hindus... Talvez as histórias mais fantásticas sejam as de Jesus viajando quando menino para a Grã-Bretanha com José de Arimatéia. Segundo estas lendas, José, tido como tio de Maria, era um mercador de estanho e fazia viagens de negócios regularmente para a Cornualha. A cidade de Glastonbury, no sudoeste da Inglaterra, na antiga ilha de Avalon... até hoje comemora essa tradição. [TABOR, 2006 ─ p 102].

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois da morte de Jesus, José de Arimatéia não somente cuidou das formalidades funerárias do Messias mas, também, segundo os apócrifos, migrou para a França em comitiva que incluiu Maria Madalena e o apóstolo Thiago. Mais tarde, José de Arimatéia se estabeleceu na Inglaterra.

 

 

 

Origem da Bíblia de Bronze

 

A origem do Kolbrin Book pode ser definida em uma palavra: desconhecida. Tudo o que se sabe sobre essa origem são especulações. Todavia, o conteúdo do livro parece ser uma coletânea de outros textos apócrifos judaico-cristãos: Antigo Testamento, Evangelhos e uma curiosa literatura própria do cristianismo primitivo em seus primórdios, na França e nas ilhas Britânicas.

 

Essa literatura local é especialmente relacionada com a mística da região de Glastonbury e do registro de passagem e presença, de judeus, na Antiguidade; dos primeiros apóstolos Cristãos, em um período pré-romanização ─ entre povos ditos bárbaros: celtas, francos, bretões, anglo-saxões.

 

Desconhecida por centenas de anos, essa Bíblia da Bretanha surgiu do nada nos primeiros anos da década de 1990. Em 1992, depois que um dos últimos Curdians [guardiões do Kolbrin] enviou cópias do livro para duas editoras: a norte-americana YWB - Yow World Books e outra neo-zelandeza.

 

Em 1995, a primeira edição foi publicada. Na Nova Zelândia, os Novos Curdians* encarregaram-se da edição. Correm rumores, ainda, que outros exemplares antigos do Bronze Bible existem no Líbano, Inglaterra e Vaticano.


* [www.culdiantrust.org]

 

 

 

 

O Livro

 

A Bíblia de Bronze é composta do Kolbrin [Coelbren] propriamente dito e de outra coleção de textos reunidos no chamado Coelbook. São onze livros ou capítulos divididos em duas partes: os primeiros seis livros são os textos egípcios, que teriam sido escritos por sábios judeus-egípcios no período do Êxodo. O cinco livros restantes são textos Celtas ou Evangelho de Kailedy [The gospel of Kailedy], este sim, Kolbrin que, portanto, é uma espécie de Evangelho Bretão. São os 11 livros:

 

Criação
Coleções [Gleanings]
Rolos
Filhos do Fogo
Manuscritos
Moral e Preceitos
Origens
Ramo [Genealogias]
Lucius
Sabedoria
Livro da Bretanha

 

 

 

Coelbren ─ Coilbook

 

Considerando como grega a raiz da palavra, que seria, então koîlos, relacionada a caverna, resulta Coelbook = Livro da Caverna.

 

Mas não se pode descartar as grafias Coel e Coil, de etimologia latina, que remete a Cull, coll ─  de colligere ─  significando reunir, juntar coisas escolhidas e, ainda Coil, rolo, cilindro. Coelbook seria então, coletânea de livros no antigo formato: em suporte de rolos. De todo modo a denominação Kolbrin seria derivada de Ceolbren.

 

Uma terceira explicação: Colbrin ou Kolbrin seria uma palavra do antigo Nagef, idioma falado no Oriente Média na época do Rei Artur [lendário monarca inglês cuja vida é situada no século VI, anos 500 d.C., KIMBAL]

 

 

 

 

O Kolbrin é o único documento judaico-cristão que narra a História da Criação do Homem em sua totalidade, incluindo os seres [inteligentes, antropomorfos] que estavam neste mundo antes do advento de Adão e Eva [como símbolos da Humanidade atual]. Nele, cosmogênese, geo-gênese e antropogênese são conciliados com o atual entendimento científico de evolução humana com o criacionismo associado ao design [engenharia-arquitetura] inteligente.

 

 

Os princípios matemáticos encontrados no Kolbrin refletem o antigo interesse do Druidas, pelas estrelas, pela própria matemática e suas conexões com catástrofes globais. Astrofisicamente profético, o Kolbrin fala do retorno de um astro ali denominado Destroyer, corpo celeste trevoso que, no passado, causou um desastre, uma grande convulsão planetária, geológica. Foi previsto que Destroyer voltaria, cumprindo o destino de sua trajetória, de sua órbita cósmica.

 

O termo Anjos Caídos, no Gênesis do Kolbrin, não se refere a seres espirituais; antes, fala de homens que desposaram mulheres da linhagem de Adão e Eva e procriaram com elas [dando origem a uma raça híbrida].

 

Esses homens-anjos pré-adâmicos vieram de uma sociedade avançada em termos de ciência e religião. Eram os sobreviventes de uma Humanidade anterior, que escaparam, refugiando-se em cavernas, de um cataclismo global. Chamam a si mesmos de Filhos de Deus. Na lógica mística ou esotérica, a Queda dos Anjos foi causada pelos graves erros cometidos por aquela raça de homens-divinos.

 

 

Trechos do Kolbrin

 

Os estudiosos de documentos históricos têm todos os motivos para desconfiar da antiguidade e originalidade do Kolbrin. Mais especificamente, o Livro é suspeito, principalmente, porque nenhum original manuscrito, nenhum fragmento das folhas de bronze foi exibido até hoje. O texto apareceu, supostamente, em 1992 e as únicas e poucas informações disponíveis parecem ter saído da redação do editor norte-americano.

 

Ali, o Kolbrin é datado em 3 mil e seiscentos anos, considerando a idade dos capítulos mais antigos, correspondentes ─ na proposta  ─ ao Antigo Testamento judaico-cristão. Inusitado no livro, enquanto considerado como escritura sagrada judaica-cristã, são as referências clara: 1. à intervenção de agentes extraterrestres no processo de criação da espécie humana; 2. ao advento de um Apocalipse, um catástrofe planetária resultante de um evento cósmico. A seguir, alguns trechos traduzidos do Kolbrin, do livro da Criação ou Gênese:

 

 

Do Livro da Criação ─ Trechos

 

 

3. Antes do Princípio somente existia uma única consciência, esse Eterno Um cuja natureza não pode ser explicada em palavras. Era o Espírito do Um Solitário, o Auto-Gerado, que não ser subtraído; que não pode ser dividido, o Desconhecido, o Um Incognoscível, pensado em si mesmo no profundo silêncio fértil [gestando].

 

4. O Grande ser que permanece [que é] não-Nomeado é o começo e o fim, além do tempo, além do alcance dos mortais e nós, em nossa simplicidade, chamamos a Ele, Deus.

 

5. Ele, que precede o Todo existente em sua estranha morada de Luz incriada, que permanece sempre, inextinguível; Aquele cuja visão nenhum olhar é capaz de suportar...


8. Ele não pode tolerar o repouso eterno e o potencial não-manifestado é frustração. De dentro da solidão atemporal, surgiu a consciência divina da solidão e com isso emergiu o Desejo de criar...

 

9. Da mente-Deus um pensamento foi projetado [o Verbo]. Isso gerou a Força que produziu Luz e isso formou uma substância semelhante a uma névoa de poeira invisível. A substância dividiu-se em duas formas de energia e através vazio da Matriz Geradora Universal [no útero universal, as duas forças girando em redemoinhos] emitiram centelhas que vieram a ser a infinita variedade de mentes-Espíritos, cada um regente de seus próprios poderes criativos.

 

 

 

10. A palavra ativante foi proferida. Seus ecos ainda vibram e houve um movimento agitado-agitante que causou instabilidade. Um comando foi emitido e este veio a ser a Lei Eterna [Suprema]. Desde então a atividade foi controlada em um ritmo harmonioso e, assim, a inércia inicial foi superada. A Lei dividiu o caos materializando o Caos de Deus; e assim foram estabelecidos os limites das Esferas Eternas.

 

11. E o Tempo não mais dormia no âmago de Deus porque agora havia mudança onde antes Tudo tinha sido imutável; e mudança é Tempo. E ainda, agora, no útero de Deus havia calor, excitação, substância e Vida ; e contendo Tudo estava a Palavra; e a Palavra é a Lei.


12. ...O Universo veio a ser como uma condensação do pensamento de Deus enquanto o próprio Deus se ocultava no Ser de sua Criação. Desde estão Deus é O Oculto... E a Criação não explica a Si mesma... Seus segredos têm de permanecer segredos; mistério...

 

 

15. O Poder foi adiante e produziu o Sol de face luminosa e o Sol brilhava radiante sobre sua irmã, a Terra; e a Terra estava sob a proteção de seu irmão... E se juntaram as águas sobre a Terra e a o solo apareceu. Mas as águas ainda rolavam sobre a Terra, instáveis; o chão era lama; úmido, escorregadio. E mais uma vez o sol brilhou gentilmente sobre sua irmã e o solo emerso de seu corpo tornou-se firme. E o sol deu a ela vestes de lã e véus do mais fino linho...


16. E da Grande Geratriz [do Grande Útero] tinha [também] saído o Espírito da Vida; e o Espírito da Vida lançou-se no Espaço exuberante e desenfreado. E Ele lançou seu olhar sobre Terra e viu que era bela e sentiu desejo e precipitou-se dos Céus para possuí-la. Ele não chegou gentilmente, como um amante; mas tempestuosamente, como um Destruidor. Sua respiração era um uivo soprando entre os vales; um uivo enfurecido entre as montanhas. Porém, o Espírito da Vida não conseguiu encontrar a morada do Espírito da Terra porque Ela tinha se fechado em si mesma, como uma mulher se retrai diante da força. Não admitia ser ultrajada em submissão. Embora já desejasse o Espírito da Vida... era honrada.

 

17. O Sol, vendo a perplexidade Dela, lutou com o Espírito da Vida e submeteu-o. Estando [O Espírito da Vida] subjugado e tendo cessado a luta, o Sol entregou-o [o Espírito da Vida] a sua irmã [Terra]. E o Espírito da Vida purificado, apaziguado, em silêncio, desceu sobre as águas da Terra e a Terra foi tocada, e reagiu, e se emocionou. Ovos de lama de Vida potencial formaram-se nos pântanos, nos lugares onde as águas se encontravam a terra. 

 

18. Do pó da terra se fez o homem e a água escura engendrou a mulher; eles se uniram e multiplicaram-se. Os dois unidos produziram o terceiro. A Terra não era mais virgem e o Espírito da Vida, envelhecido, retirou-se. E a Terra vestiu-se com o manto da matrona, da Mãe, da Senhora, o manto do Verde das ervas que cobriam seu corpo.
 

19. Nas águas desenvolveram-se peixes e outras criaturas, criaturas que se moviam sobre si mesmas e criavam redemoinhos; eram as serpentes, os répteis rastejantes e as bestas de terrível aspecto que existiram no passado. Criaturas enormes e dragões de aparência repugnante cujos ossos gigantescos ainda podem ser encontrados.

 

20. Então, da potência geratriz da Terra surgiram todas as bestas dos campos e das florestas. E todas as criaturas da Criação tinham sangue em seus corpos; e isso estava terminado. Bestas erravam na terra seca e as criaturas aquáticas nadavam nos mares. Havia pássaros nos céus e vermes nas entranhas do solo.

21. Havia grandes massas de terra, altas montanhas, vastos desertos, abundantes cursos d'água, verdejantes campos férteis. A Terra pulsava com a Energia da Vida.

22. Metais e gemas preciosas ocultavam-se nas rochas. Ouro e prata brotavam do chão. Havia cobre e madeira nobre; havia junco nos pântanos e pedras que serviam a todos os propósitos.

23. Todas as coisas estavam prontas, tudo estava preparado. A Terra esperava o advento do Homem.
 

        

 

CRT:1:3-4-5-8-9-10-11-12-15-16-17-18-19-21-22-23 Trad. L. Cabus In MANNING, Janice. The Kolbrin Bible. Your Own World, Inc.: 2005 ─ In Google Books

 

Fontes: 

 

─ In [http://www.bibliotecapleyades.net/hercolobus/kolbrin00.htm#INTRODUCTION]
CULDIAN TRUST [http://www.culdiantrust.org/]
KIMBAL, Glenn. The coldrin Bible. In UFO-Digest, 2006. [http://www.ufodigest.com/kolbrin.html]
KOLBRIN BIBLE [http://www.theorderoftime.com/game/wiki/index.php/Main/KolbrinBible]
MANNING, Janice. The Kolbrin Bible. Your Own World, Inc.: 2005 ─ In Google Books
TABOR, James D. A Dinastia de Jesus. [Trad. Ganesha Consultoria]. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 

 

 


 




      

 


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